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sábado, 6 de abril de 2013

Gentle Giant - Gentle Giant (1970)


Essa é uma daquelas bandas em que ao ouvir um disco por completo dificilmente você se sentirá indiferente. Causa sensações, boas ou ruins ou estranhas, mas não indiferença. Meu primeiro contato com a banda foi em uma época que eu estava ouvindo bastante coisas do Frank Zappa. Como sempre via o Gentle Giant nos blogs por onde pesquisava pelo Mr. Zappa acabei me interessando e conferindo um disco desta banda, que não me lembro mais qual (acho que foi o The Power And The Glory). Depois de uma audição fiquei com aquela sensação de "que porra é essa?" e deixei a banda na geladeira por um bom tempo.

Mas, como a própria banda deixou impresso em um de seus discos, "Adquirir o gosto é a segunda fase do prazer sensorial". Pois bem, foi o que aconteceu comigo, e posto aqui o primeiro disco lançado por essa grande banda do rock progressivo. No formato de sexteto (três irmãos) a banda era composta só por multi-instrumentistas, super feras.

Nessa estréia a banda deixou registrado seus primeiros clássicos. E todos os genes da complexa obra que viria a seguir já podem ser aqui conferidos (pitadas de rock, jazz, música clássica, folk, avant-garde e música medieval).

O que falar de cada uma das  7 faixas? O início de "Nothing At All" é uma bela balada melódica de fazer lembrar o Crosby, Stills & Nash, mas lá pela metade brota um hard rock de primeira. Outro belo hardão é "Why Not", essa talvez, a mais acessível do disco a ouvidos menos acostumados com progressivo. "Alucard" é uma tremenda viajem ao melhor estilo do rock prog; já a segunda faixa, "Funny Ways", se tornou um 'hit' da banda, com um começo bem à la música clássica, se tornou obrigatória nos shows - interessante de conferir a atuação ao vivo com as trocas de instrumentos ao logo da canção vídeo.
E essa capa meio bizarra deste primeiro LP viria a se tornar uma marca da banda. 


Ouvi aí

sexta-feira, 29 de março de 2013

Rush - 2112

Na minha bagunçada biblioteca musical do computador tenho uma pasta que se chama "Dinossauros". Lá estão aquelas grande bandas, que dispensam quaisquer apresentações, ex: Beatles, Stones, The Who, entre outras. E entre essas outras estão os canadenses do Rush.


O Rush, como disse acima, é uma dessas bandas que dispensa apresentações, mas vale comentar um pouco a história deste álbum que disponibilizo abaixo. O 2112 é o quarto disco do trio e foi o que colocou a banda em evidência nos anos 70 (se ele não tivesse sido lançado, talvez o trio canadense não estaria na minha pasta dos dinossauros).
Um fato curioso é que o álbum anterior, Caress of Steel, não tinha tido sucesso comercial, e a gravadora esperava e cobrava do Rush um álbum melhor nesse a$pecto. Aí eles vieram com 2112 e sua faixa título de mais de 20 minutos de duração. Mas pra felicidade de todos o disco fez muito sucesso, suas vendas renderam o primeiro disco de platina pra banda (e provavelmente muita grana pra gravadora que deve ter opinado menos nos lançamentos seguintes).
A referida faixa é a que abre o álbum e mesmo com seus mais de 20 minutos de duração não cansa o ouvinte, pelo contrário, é uma das mais empolgante da obra. Dividida em sete partes narra uma história que se passa no ano 2112, é até hoje um dos grandes clássicos da banda. Ainda merecem uma menção honrosa a faixa Something For Nothing, que fecha o disco, e a balada Tears.

Ouvi aí

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Som Imaginário

    Hoje, 7 de setembro, feriado nacional, dia ideal para expressar todo nosso patriotismo! 
Tá, estou exagerando, mas ainda assim é um boa desculpa pra desfrutarmos das boas coisas da cultura de nosso país, que não.. não se resume apenas em futebol, carnaval e samba, também temos rock progressivo, psicodélico e pra provar isso estou postando aqui uma banda que vai "plantar cenouras na sua cabeça!"
    O que começou no final dos anos 60 para ser a banda de apoio de Milton Nascimento, em sua carreira solo que se iniciava, acabou também se tornando uma das bandas mais interessantes do rock brasileiro da década de 1970, o Som Imaginário.
    Quando entraram em estúdio para gravar seu primeiro álbum, a formação era a seguinte: Wagner Tiso (piano), Robertinho Silva (baterista), Luiz Alves (baixo), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (órgão e vocais) e Tavito (guitarra). Todos músicos de responsa que ao longo de suas carreiras iriam aparecer em parcerias com grandes nomes da MPB como Lô Borges, Beto Guedes, Erasmo Carlos, Gonzaguinha, entre outros.


     Lançado em 1970, esse primeiro disco trazia Zé Rodrix como figura de líder dessa turma da pesada, foi ele, inclusive, que se encarregou dos vocais na maioria das músicas. A participação de Milton Nascimento se dá na bela faixa "Tema dos deuses". Dessa bolacha vale ainda destacar abertura esquizofrênica de "Morse"; a om uma crítica "Hey man" (você precisava da taça de ouro); e "Sábado" (sim! aquela regravada pelo Roupa Nova).  Logo após esse lançamento a banda participa do quarto álbum do Milton.
    No ano seguinte, com a saída de Zé Rodrix, Frederyko é quem assume a bronca e os vocais e o resultado mais uma viajante obra psicodélica. A exemplo do anterior, também homônimo, o disco traz a engraçada "Cenouras"; a psicodélica na letra e tudo mais "Gogó (O Alívio Rococó)"; e encerramento do disco que já uma prévia do que estaria vindo pela frente, "A nova estrela" que tem um dedo bem claro de Wagner Tiso na composição.
    Em 1973, o que era um sexteto em seu início se transforma em um quarteto. O então principal compositor, Frederyko, deixa o barco e chega a vez de Wagner Tiso ser figura principal por detrás das composições, o resultado é um belo álbum instrumental, o mais progressivo da banda. Matança do Porco, na minha opinião, é um dos melhores disco da música brasileira, que conta com participações especiais de Milton Nascimento, Danilo Caymmi e dos Golden Boys. Influencias de música erudita, Gentle Giant, Clube da Esquina, Jazz. Nem vale destacar uma ou outra faixa. Lindo,  lindo!

Boa Viagem!
Rococó
Meu gogó
Tua avó
Pão de ló
Gororó
Curió
No filó
Rococó


Ouve aí
Ouve aí
Ouvi aí

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uriah Heep - The Magician's Birthday

Em 1972 o Uriah Heep começava a ser reconhecido como um dos grandes nomes do hard rock setentista, muito disso por causa do álbum  Demons & Wizards (lançado em maio de 72), onde estão as clássicas Easy Livin e The Wizards. A banda na época, contava com a que é considerada sua formação clássica: David Byron (vocal), Mick Box (guitarra), Ken Hensley (teclado e guitarra), Gary Thain (baixo) e Lee Kerslake (bateria).
Nesse mesmo ano de 1972, além do clássico Demons & Wizards, o UH ainda teve gás pra entrar em estúdio e soltar na praça seu quinto disco. Tudo mundo esperava pela repetição da fórmula que tinha feito sucesso meses antes... mas eles surpreenderam a todos com o inovador e experimental The Magician's Birthday!
A única semelhança com seu antecessor é o autor da arte de capa, ambos pelo do mestre Roger Dean (famoso pelas capas de discos do Yes, entre outros). Na sonoridade, saíram do hard rock basicão para uma salada onde entram rock progressivo, folk, psicodélico, soul e até jazz.

Ouvi aí

sábado, 28 de julho de 2012

Atomic Rooster - Death Walks Behind You

Em 1969, Vincent Crane (Hammond, piano, backing vocals) e Carl Palmer (bateria, precursão) - que na época faziam parte do Crazy World of Arthur Brown - decidem formar uma nova banda, e assim nasce o Atomic Rooster. Com Nick Graham (baixo, vocais, flauta) completando o trio, o primeiro álbum do grupo sai no ano seguinte - em fevereiro de 1970, pra ser mais preciso - com o nome de Atomic Roooster (isso mesmo, um 'o' a mais no rooster).
Esse primeiro registro da banda foi o que mais se aproximou do que conhecemos como "progressivo tradicional", mas o que eu mais gosto é o segundo, por isso é ele que postearei aqui, oras!
Também lançado em 1970, no mês de setembro, esse segundo registro trazia um Atomic Rooster remodelado, com John Du Cann (guitarra, vocais) tendo entrado no lugar de Nick Graham e Paul Hammond substituindo Carl Palmer, que abandonava o barco pra fazer parte do Emerson, Lake & Palmer.

Atomic Rooster na fase do Death Walks Behind You
Com tantas mudanças assim,  a sonoridade, logicamente, não ficaria a mesma. Intitulado Death Walks Behind You, o álbum trouxe uma aura obscura pra banda, principalmente por conta da capa (uma reprodução de um quadro de William Blake) e a faixa-título, que abre o disco, e deve até ter deixado Ozzy e sua turma com medinho. Mas o que se ouve no restante do disco é "Hard-Prog" diretamente de sua melhor fonte, os anos 70... claro! A se comprovar pela faixa do vídeo abaixo.

Download

Observações pouco relevantes:  * Vincent Crane tocava o Hammond, um tipo de órgão bastante usado por bandas de Hard-Prog, mas quem carregava o instrumento no nome era o baterista;
* A dança das moças no vídeo acima é algo bem engraçadas;
* Após o lançamento do álbum postado a banda continuou com as intensas mudanças na formação.

sábado, 7 de julho de 2012

OUÇA ROCK PROGRESSIVO: King Crimson

Tá aí um álbum em que a capa do disco é mais famosa que som nele contido. Uma injustiça tremenda! Não que capa não seja sensacional, é que as músicas, no mínimo, estão no mesmo nível. Estou falando do primeiro álbum do King Crimison, o" In The Court Of The Crimson King".

Raríssimos são os estilos musicais onde podemos apontar um único álbum como o 'primeiro' álbum daquele estilo, quando o assunto é rock progressivo a história não é diferente.  Eu ao menos não me arrisco decretar qual foi o primeiro disco do gênero, mas me arrisco no mínimo a apontar alguns pilares dessa escola. E o primeirão do King Crimson com certeza está entre esses pilares. Então, é por ele que começo minha participação aqui no blog da minha querida. Tentarei seguir a linha do Rock Progressivo, já que foi pra isso que ela me 'contratou', mas não posso garantir que de vez em quando darei uma fugidinha a outros gêneros.



O King Crimson surgiu com o fim da fracassada banda Giles, Giles and Fripp - o guitarrista Robert Fripp e o baterista Michael Giles resolveram fazer algo mais experimental (e doido).
A banda já começou acertando no nome (na minha opinião), King Crimson trazia ainda em sua primeira formação, Greg Lake baixos e vocais, Ian McDonald (sopros, mellotron, teclados, vocais de apoio) Peter Sinfield (letras e iluminação).

São apenas cinco faixa, nessa estréia da banda, mas é mais do que suficiente nesse clássico pra lá de versatil em sua sonoridade.


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Postado por Cassio Lilge.