sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Som Imaginário

    Hoje, 7 de setembro, feriado nacional, dia ideal para expressar todo nosso patriotismo! 
Tá, estou exagerando, mas ainda assim é um boa desculpa pra desfrutarmos das boas coisas da cultura de nosso país, que não.. não se resume apenas em futebol, carnaval e samba, também temos rock progressivo, psicodélico e pra provar isso estou postando aqui uma banda que vai "plantar cenouras na sua cabeça!"
    O que começou no final dos anos 60 para ser a banda de apoio de Milton Nascimento, em sua carreira solo que se iniciava, acabou também se tornando uma das bandas mais interessantes do rock brasileiro da década de 1970, o Som Imaginário.
    Quando entraram em estúdio para gravar seu primeiro álbum, a formação era a seguinte: Wagner Tiso (piano), Robertinho Silva (baterista), Luiz Alves (baixo), Frederyko (guitarra), Zé Rodrix (órgão e vocais) e Tavito (guitarra). Todos músicos de responsa que ao longo de suas carreiras iriam aparecer em parcerias com grandes nomes da MPB como Lô Borges, Beto Guedes, Erasmo Carlos, Gonzaguinha, entre outros.


     Lançado em 1970, esse primeiro disco trazia Zé Rodrix como figura de líder dessa turma da pesada, foi ele, inclusive, que se encarregou dos vocais na maioria das músicas. A participação de Milton Nascimento se dá na bela faixa "Tema dos deuses". Dessa bolacha vale ainda destacar abertura esquizofrênica de "Morse"; a om uma crítica "Hey man" (você precisava da taça de ouro); e "Sábado" (sim! aquela regravada pelo Roupa Nova).  Logo após esse lançamento a banda participa do quarto álbum do Milton.
    No ano seguinte, com a saída de Zé Rodrix, Frederyko é quem assume a bronca e os vocais e o resultado mais uma viajante obra psicodélica. A exemplo do anterior, também homônimo, o disco traz a engraçada "Cenouras"; a psicodélica na letra e tudo mais "Gogó (O Alívio Rococó)"; e encerramento do disco que já uma prévia do que estaria vindo pela frente, "A nova estrela" que tem um dedo bem claro de Wagner Tiso na composição.
    Em 1973, o que era um sexteto em seu início se transforma em um quarteto. O então principal compositor, Frederyko, deixa o barco e chega a vez de Wagner Tiso ser figura principal por detrás das composições, o resultado é um belo álbum instrumental, o mais progressivo da banda. Matança do Porco, na minha opinião, é um dos melhores disco da música brasileira, que conta com participações especiais de Milton Nascimento, Danilo Caymmi e dos Golden Boys. Influencias de música erudita, Gentle Giant, Clube da Esquina, Jazz. Nem vale destacar uma ou outra faixa. Lindo,  lindo!

Boa Viagem!
Rococó
Meu gogó
Tua avó
Pão de ló
Gororó
Curió
No filó
Rococó


Ouve aí
Ouve aí
Ouvi aí

domingo, 2 de setembro de 2012

Iron & Wine


Não sei exatamente quando comecei a escutar Iron & Wine, nem como conheci suas canções, apenas sei que é parte importante da minha playlist já tem um tempinho. Hoje vou postar os álbuns que mais ouço e que mais gosto. Tenho a discografia completa, qualquer dia disponibilizo outros álbuns dele por aqui.
Samuel Beam é o cara do Iron & Wine, o barbudo que compõem, canta e grava essas canções belíssimas. De todos os álbuns aqui disponíveis as canções tem o mesmo ritmo folk, tranquilo e simples que é a marca do Iron & Wine ( tudo bem que no seu último álbum as coisas tenham ficado um pouquinho diferentes) enfim, o violão e a voz são os principais elementos na música desse cara. O primeiro álbum lançado com o nome Iron & Wine foi o " The Creek and The Cradle" de 2002 álbum que eu gosto bastante por sinal. Temos em seguida também lançado em 2002 o "The Sea and The Rhythm", depois pulamos pra 2004 com o álbum "Our Endless Numbered Days" álbum que eu amo a começar pela capa e pelo título. E já em 2007 foi lançado o "The Shepherd's Dog" tranquilo e sincero como todos os outros. A discografia dele não é só isso, tem mais coisinhas, mas por enquanto compartilho com vocês esses 4 lindos discos, que fazem toda diferença na vida de uma pessoa.
Espero que gostem!

quero pra mim

quero pra mim

quero pra mim

quero pra mim


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uriah Heep - The Magician's Birthday

Em 1972 o Uriah Heep começava a ser reconhecido como um dos grandes nomes do hard rock setentista, muito disso por causa do álbum  Demons & Wizards (lançado em maio de 72), onde estão as clássicas Easy Livin e The Wizards. A banda na época, contava com a que é considerada sua formação clássica: David Byron (vocal), Mick Box (guitarra), Ken Hensley (teclado e guitarra), Gary Thain (baixo) e Lee Kerslake (bateria).
Nesse mesmo ano de 1972, além do clássico Demons & Wizards, o UH ainda teve gás pra entrar em estúdio e soltar na praça seu quinto disco. Tudo mundo esperava pela repetição da fórmula que tinha feito sucesso meses antes... mas eles surpreenderam a todos com o inovador e experimental The Magician's Birthday!
A única semelhança com seu antecessor é o autor da arte de capa, ambos pelo do mestre Roger Dean (famoso pelas capas de discos do Yes, entre outros). Na sonoridade, saíram do hard rock basicão para uma salada onde entram rock progressivo, folk, psicodélico, soul e até jazz.

Ouvi aí

Nina Becker e Marcelo Callado


Já conhecia o trabalho da Nina Becker com o álbum "Vermelho" e já conhecia o trabalho do Marcelo no Canastra ( banda super bacana!), agora lançaram esse maravilhoso disco juntos, fruto da relação do casal e suas influências musicais. O disco "Gambito Budapeste" foi gravado no apartamento deles, e conta com 13 faixas criativas, bonitas e sincera. A sonoridade tem um toque de rock, tem seu lado experimental e uma levada boa de mpb. Uma mistura radiante e gostosa de ouvir.
Fiquei empolgada ao pensar no resultado do trabalho dos dois juntos e quando ouvi o disco pela primeira vez me encantei. Ouvir esse disco é uma experiência fantástica e tranquila, pra levar pra qualquer lugar e ser feliz.

“Somos dois gambitos, companheiros, Nina e Marcelo. Gambito Budapeste é o disco que fizemos juntos e que vai nascer um pouco antes da nossa filha. Um dia, reparamos que já tínhamos feito várias músicas juntos e resolvemos começar a registrá-las. Gravamos tudo em casa sem muita noção de técnicas de gravação, tocamos instrumentos que não são necessariamente o foco de nossas aptidões. Experimentamos sons em vários pedaços da casa, convidamos amigos para uma visita. Esse disco é feito de pequenos momentos do nosso convívio nos últimos anos. Aqui nesse espaço serão colocadas coisas sobre esse gambito, que fizemos em paralelo aos nossos outros trabalhos. É um pouco do que acabou transbordando pra fora da nossa vida particular.”
Nina Becker e Marcelo Callado 




quero pra mim

domingo, 26 de agosto de 2012

Seabear


Esse álbum foi por algum tempo o meu favorito. Bom, não é pra menos, é um disco lindo e delicado por inteiro. E islandês!! Parte mais legal é que a banda é da Islândia ;) e fazem um som ingênuo e sutil, cheio de delicadezas e amores. A banda é grande mas começou em 2000 como um projeto solo de Sindri Sigfússon, atualmente tem sete integrantes que tocam diversos instrumentos  deixando a sonoridade da banda mais rica.
O álbum chama-se " The Ghost that Carried Us Away" nome bastante interessante ( eu gosto, ao menos)e foi lançado em 2007. As letras desse singelo disco também são ingênuas e puras ( e são cantadas em inglês, todas), o vocalista logo de cara nos deixa a vontade com sua voz delicada e convidativa. "Cat Piano" é um sucesso, deixa um nostalgia e uma vontade de escutar a canção pra sempre.E isso se encaixa no álbum inteiro, canções com atmosferas intimas e quentinhas que te deixam mais que confortável. Super indicado pra ouvir antes de dormir, pra ter bons sonhos!Deixei um vídeozinho da canção " I sing I swim" ( umas das minhas favoritas) pra já ir sonhando.
E a Islândia sempre nos presenteando com boas e inesquecíveis bandas!

quero pra mim

The Head and The Heart


Quando descobri essa banda simplesmente não conseguia parar de ouvir por nada nesse mundo. Era perfeita e completa pra mim em todos os sentidos, a sonoridade, a suavidade que aos poucos se tornava densa, a harmonia dos vocais,a delicadeza das letras, o piano lindo...
The Head and The Heart é uma banda de Seattle e fazem música com muito amor,e esse álbum que tenho a honra de lhes apresentar foi lançado em 2010.
Bom, infelizmente hoje em dia eu quase não ouço esse álbum, mas é impossível não confessar que foi umas das melhores bandas folk bonitinhas que já ouvi nesses últimos anos, e tenho um eterno carinho por esse disco tão completo,sútil e lindo.
Aproveitem!

quero pra mim

terça-feira, 7 de agosto de 2012

The Radio Dept.


Existem músicas que te causam um sentimento inexplicável, que chegam até sua alma e por lá ficam, te fazendo companhia. Isso é tão infinitamente bom! Quando encontro músicas assim, guardo comigo pra sempre, porque se elas me fazem bem agora, daqui um tempo irão continuar me fazendo bem, de um jeito ou de outro. Que coisa mágica, né?! Enfim, por esses últimos dias que andei sumida daqui (voltei pro trabalho e voltei pra faculdade... e peguei conjuntivite, pra começar bem!)acabei escutando muitas e muitas vezes The Radio Dept. Já era uma banda que eu conhecia havia um tempo (por causa da trilha sonora linda do filme Maria Antonieta) e claro, adorei, como não?! O tempo passou, conheci outras bandas bacanas e o The Radio Dept ficou lá gravado em um cd esquecido de 2009. Esses dias me deu uma vontade enorme de ouvir a banda de novo, desenterrei o cd e ouvi muitas e muitas vezes o "Pet Grief", álbum de 2006 apaixonante. Depois fui dar uma chance pro "Clinging To A Scheme", de 2010, que eu ouvia de vez em quando em alguma manhã nublada indo pra faculdade. Nostalgia pura. Acho que dream pop tem uma certa função nostálgica, pelo menos pra mim, não sei bem porque me causa isso.
Enfim,a banda surgiu em 1995 na Suécia, e sua sonoridade é mágica, dream pop, nostálgica, shoegaze, perfeita te leva pra longe longe. Coisa fina, não deixem de conferir, até deixei um vídeo abaixo, só pra vocês sentirem o gostinho bom. ( essa é uma das minhas canções favoritas!) Bons sons!



quero pra mim
quero pra mim